terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
O Labirinto Do Deficit
Conhecido o resultado do deficit, através do Ministro das finanças, pode alguém ficar satisfeito?
Não, nem sequer o próprio deveria.
A esquerda que outrora punha as pessoas à frente dos números, agora fica contente por ter o deficit mais baixo da democracia. À custa de quem? Quem é que ficou para trás? O que é que ficou por fazer? Deixar pessoas para trás é a especialidade da direita, não de uma maioria de esquerda.
Então porque é que isto aconteceu? Por pressão de Bruxelas, chantagem, mercados, dívida brutal, etc...
É verdade que o PS no programa eleitoral não previa reduzir o deficit, daí o crescimento de 2,4% que previa para 2016, número tão atacado por não ser atingido o ano passado, não percebendo os comentadores, que ou se cresce 2,4% ou se reduz em mais de 1400 milhões o saldo orçamental, os dois ao mesmo tempo para Portugal neste momento só por milagre.
A esquerda deixou que fosse a direita a ditar as regras do jogo, e com isso mesmo quando acha que ganha, perde!
A direita ganha quando se corta no investimento público para atingir os 2,1, os neoliberais ganham quando se elogia não o aumento de pensões ou que quem trabalha receba o seu salário por inteiro, mas que se consiga ter as contas mais controladas.
A esquerda deve perceber que deficit zero deve ser um objectivo.Deixar de depender dos mercados é sempre uma boa notícia, mas o essencial é a maneira como esse resultado é atingido. Em 2016, foi parcialmente alcançado com as soluções que a direita tem ao seu alcance para utilizar.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Comunicação De Esquerda
Uma das questões que a esquerda sempre esteve atrás da direita foi na comunicação.Todas as esquerdas, desde as europeias às da América do Sul, sempre se concentraram mais no conteúdo do que na forma.
Tentar conquistar os votos pelas ideias é nobre, perder eleições por não saber passar bem a mensagem é estúpido.
José Sócrates goste-se ou não trazia isso de diferente à esquerda:carisma, cuidado com a imagem do governo, máquina de campanha bem oleada...
No dia que a esquerda perceba que não serve só governar bem, mas apresentar bem as medidas a direita perderá o monopólio da informação.
É certo que a direita tem as televisões(e os seus comentadores), os jornais e algumas rádios, a esquerda tem de apostar no digital, tem de tomar uma posição de confronto quando a comunicação social distorcer ou inventar uma medida, não como Trump faz mas com verdade.
O porta-voz do PS sozinho pode fazer pouco, ou o Bloco que dos partidos de esquerda é o melhor oleado nesta matéria não tem a obrigação de dar sempre a mão ao governo.
Um governo que governa bem e que explica mal ou deixa que outros confundam a opinião pública será sempre um governo tremido. Espera-se que a maioria de esquerda concerte melhor as suas posições e que não se ultrapassem uns aos outros na discussão e apresentação do próximo orçamento de estado.Semanas seguidas de medidas colocadas por fontes no Jornal de Negócios que em nada contribuíram para a discussão do documento.
Convinha também quando apresentar o documento o ministro das finanças dizer qualquer coisa de esquerda.
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