segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
O Labirinto Do Deficit
Conhecido o resultado do deficit, através do Ministro das finanças, pode alguém ficar satisfeito?
Não, nem sequer o próprio deveria.
A esquerda que outrora punha as pessoas à frente dos números, agora fica contente por ter o deficit mais baixo da democracia. À custa de quem? Quem é que ficou para trás? O que é que ficou por fazer? Deixar pessoas para trás é a especialidade da direita, não de uma maioria de esquerda.
Então porque é que isto aconteceu? Por pressão de Bruxelas, chantagem, mercados, dívida brutal, etc...
É verdade que o PS no programa eleitoral não previa reduzir o deficit, daí o crescimento de 2,4% que previa para 2016, número tão atacado por não ser atingido o ano passado, não percebendo os comentadores, que ou se cresce 2,4% ou se reduz em mais de 1400 milhões o saldo orçamental, os dois ao mesmo tempo para Portugal neste momento só por milagre.
A esquerda deixou que fosse a direita a ditar as regras do jogo, e com isso mesmo quando acha que ganha, perde!
A direita ganha quando se corta no investimento público para atingir os 2,1, os neoliberais ganham quando se elogia não o aumento de pensões ou que quem trabalha receba o seu salário por inteiro, mas que se consiga ter as contas mais controladas.
A esquerda deve perceber que deficit zero deve ser um objectivo.Deixar de depender dos mercados é sempre uma boa notícia, mas o essencial é a maneira como esse resultado é atingido. Em 2016, foi parcialmente alcançado com as soluções que a direita tem ao seu alcance para utilizar.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário